sexta-feira, 25 de junho de 2010

Primeira blitz flagra irregularidades em 95% dos carros



Motoristas alegaram desconhecimento da obrigatoriedade da cadeirinha; motorista que dá carona terá de comprar assento extra.



Segurança.


Augusto Laranja, de Moema, incluiu a exigência ao transporte escolar em contrato A Polícia Militar fez ontem, na capital paulista, as duas primeiras blitze para orientar os motoristas sobre a maneira correta de transportar as crianças. 
Segundo o Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), 95% veículos abordados não estavam usando os equipamentos de segurança de maneira correta.
A chamada Operação Cadeirinha abordou pelo menos 62 veículos. Os bloqueios ocorreram na Avenida Jorge João Saad, no Morumbi, de manhã e à tarde. 
O aspirante da PM Diego Moraes Silva Machado, que coordenou uma das blitze, explica que se trata de uma campanha educativa. "Estamos explicando a importância da cadeirinha."
Durante a operação, muitos condutores alegaram desconhecimento da regra, mas alguns já estavam adaptados à resolução 277/2008 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). É o caso da economista Juliana Mateus Maluf, que dirigia um dos primeiros carros parados. 
Seus gêmeos de 3 anos, Vinícius e Guilherme, sempre andaram nas cadeirinhas. "O mínimo que temos de fazer para proporcionar segurança aos nossos filhos é andar dessa forma.
A gente percebe que, com uma brecada, a bolsa já vem para a frente. Imagine se as crianças estivessem soltas..." Ela investiu quase R$ 1 mil nos equipamentos e já está providenciando outras duas cadeirinhas para instalar no carro do marido.
Multa. Já a psicopedagoga Daniella Kindler Coelho seria multada em R$ 191,54 e receberia 7 pontos na CNH se a regra já estivesse em vigor. Ela levava duas crianças de 6 anos sem o equipamentos. 
"A minha filha tem a cadeirinha, mas hoje estou também com a filha da minha amiga. Vou ter de comprar uma extra para podermos andar juntas", diz. Segundo a lei, os motoristas estão sujeitos à punição mesmo se estiverem dando carona.
Segundo o major Storai, do CPTran, a PM fará hoje outras quatro blitze com o mesmo propósito. Elas ocorrerão de manhã e à tarde nas zonas norte e leste. Uma semana antes de a resolução entrar em vigor, em setembro, a Operação Cadeirinha voltará às ruas da capital.
PARA LEMBRAR
MPF questiona exceções à regra
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou, no dia 31, um inquérito civil para apurar a ilegalidade da resolução que tornou obrigatória a cadeirinha, por excluir alguns tipos de veículos da necessidade dos dispositivos de segurança - como os escolares, os de transporte coletivo, os de aluguel e os de transporte autônomo de passageiro (táxis). 
Para o MPF, o Código de Trânsito Brasileiro estabelece que "o trânsito em condições seguras, é um direito de todos" e as exceções não têm razão. O Contran tem até a próxima semana para responder aos questionamentos, mas já adiantou que prepara uma resolução para vans escolares. 
A Prefeitura de São Paulo negocia a obrigatoriedade da cadeirinha com os taxistas. 
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